Surfers Cove
Óbidos · Portugal — a Cove lusa mira novembro de 2026

O veredito
Surfers Cove é a aposta de Portugal para virar o hub de ondas artificiais da Europa do Sul: uma Wavegarden Cove de 46 módulos da geração mais nova — sem paredes laterais, com margens em rampa — a uma hora de Lisboa e meia hora de Peniche. A obra passou de 30% em abril de 2026, com bilheteria já anunciada para novembro e 300 vagas de sócios-fundadores; Kanoa Igarashi está entre os investidores do projeto de €25 milhões.
A ironia geográfica de construir onda artificial ao lado de alguns dos melhores picos da Europa se responde como em Garopaba: previsibilidade vende — para escolas, para treino e para o turista de agenda fechada.
A onda
A base é a tecnologia Wavegarden, com uma parede de módulos gerando séries contínuas de ondas que peelam em direção à praia artificial, e a escada de configurações que vai da espuma às paredes avançadas com seção oca. A novidade a acompanhar é o arranjo sem uma das laterais: sem a face oposta refletindo energia, a dispersão dentro da lagoa muda, o que na teoria significa água mais limpa entre séries e uma linha de quebra diferente da Cove clássica. Os detalhes finais dependem da obra concluída e dos primeiros meses de calibração — qualquer descrição mais precisa hoje seria especulação.
Como surfar aqui
Ainda não se surfa: obra em andamento, com soft opening previsto semanas antes do lançamento oficial (bilheteria anunciada a partir de novembro de 2026).
ficha verificada em 2026-09-01
O que dizem
- A imprensa do setor acompanha o projeto sobretudo pelo interesse na nova configuração da tecnologia (imprensa especializada).
- Há ceticismo recorrente sobre a viabilidade de uma piscina em um país com surfe de mar de classe mundial (imprensa especializada).
- Circulam imagens aéreas de obra que servem hoje como principal fonte de acompanhamento público do andamento (vídeos de surfistas).